30/05/16

Fotos do dia: Aleatórias do National Botanic Gardens of Ireland

Oi, gente. Tudo bem? Na semana passada, minha professora de inglês perguntou na sala se conhecíamos o Jardim Botânico em Dublin e falou super bem do lugar, que ela havia passado por lá e ficado encantada. Depois disso, fiquei super curiosa pra conhecer o National Botanic Gardens, que fica em Glasnevin, Dublin 9. Acredito que dê pra ir caminhando tranquilamente do centro até lá (dá uns 3km dá O'Connell Bridge, mais ou menos) mas como já havíamos pegado um ônibus antes e temos aquela vantagem de pegar quantos ônibus quisermos por um preço único, fomos com o número 83, que para bem na porta do jardim. O dia estava super lindo e o lugar estava cheio de pessoas tomando sol, fazendo piquenique, famílias reunidas, muitas crianças e coisas do gênero (o que uns 20ºC não são capazes de fazer, não é mesmo?). Eu fiquei apaixonada pelo Jardim Botânico daqui, é muito lindo e bem pensado. Me lembrou um pouquinho o de Curitiba, mas eles tem mais unidades além da principal e o espaço ao redor é mais bem aproveitado com banquinhos e árvores com sombras, o que fica mais convidativo pras pessoas passarem um tempo por lá.
 

 

 

 

 

 


 

 

 


 

 
Vale muito a pena visitar e dá pra percorrer tudo em menos de uma hora ou ir aproveitando aos pouquinhos passeando pelos entornos do jardim. Eles tem plantas do mundo todo, vimos bastante coisa da América do Sul, mas também tem muitas espécies nativas da África e Austrália. Fiquei encantada com a Oliveira que eles tem lá dentro, nunca tinha visto uma de perto. Na saída, optamos por atravessar o Glasnevin Cemetery, que também possui um museu por ali (o Glasnevin Museum foi o primeiro museu-cemitério do mundo, os visitantes podem explorar a história e as vidas de mais de 1 milhão de pessoas que estão enterradas por lá) e fica ao lado do Jardim Botânico. O ponto é bem turístico e estava bem movimentado, ainda mais nesse ano que estão completando o centenário das revoluções pela independência da Irlanda (pois vários combatentes estão enterrados por lá). Fiz as fotos todas com celular, mas espero que vocês tenham gostado. Beijos!

29/05/16

Porquê, muitas vezes, me torno ausente

 

1. Preguiça de abrir as redes sociais e curtir conteúdos por obrigação.
2. Preguiça de convenções e acordos imaginários.
3. Preguiça e vergonha alheia de ter que observar a vida das pessoas.
4. Frustração por não ter a vida que muitos têm, as coisas que muitos têm.
5. Frustração por ver que o mundo é um lugar desigual e que algumas coisas parecem inalcançáveis.
6. Frustração por perceber que levamos muito tempo para conquistar algumas coisas e ficamos presos a elas.
7. Frustração por o mundo ser um lugar excessivamente visual, praticamente isento das outras percepções e sensações.
8. Frustração por saber que você é capaz de apresentar as coisas melhores na teoria do que na prática.
9. Frustração por perceber que algumas coisas estão à disposição de poucos e tudo parece uma questão de sorte ou de bênção que nunca vou receber.
10. Sensação de que estamos sempre esperando por algo melhor. Esperando pela sexta-feira, esperando pelo feriado, esperando pelo futuro que é mundo da utopia.
11. Pensar que o tempo está passando e tenho a obrigação de construir algo, porque afinal, é o que todos estão fazendo: se estabilizando.
12. Sentir a pressão familiar e de conhecidos de comparações com outras pessoas da minha idade.
13. Sentir a pressão familiar e de conhecidos, que sempre perguntam quando vou casar.
14. Sentir a pressão familiar e de conhecidos julgando minhas ações sem entender como eu penso.
15. Sentir a pressão familiar e de conhecidos de ter que ser pudica, bela e do lar.
16. Sentir a pressão familiar e de conhecidos para ter um “bom trabalho” na minha área de formação.
17. Dar muito valor para a opinião dos outros e sofrer por não atender expectativas.
18. Se sentir ignorada e esquecida, com muito mais familiares e conhecidos do que amigos.
19. Saudades de ter conversas que realmente importam, discutir assuntos interessantes.
20. Saudades de conhecer realmente as pessoas a fundo e não ficar só boiando na superfície.
21. Tristeza por saber que apesar de ter uma rede com tantas pessoas, não temos noção de como são realmente a maioria delas.
22. Saber que a maioria das pessoas são hipócritas, não pensam verdadeiramente nos seus atos e agem no automático.
23. Saber que a maioria das pessoas são extremamente egoístas e só querem saber de si, se acham o centro do universo.
24. Saber que a maioria das pessoas só estão interessadas em rir e passar momentos bons, sem tentar aprender nada com os problemas e levar as situações a sério.
25. Saber que a maioria do tempo é desperdiçado em coisas que não acrescentam em nada.
26. Ter que evitar entrar em discussões porque simplesmente as pessoas não aceitam debater sobre os assuntos sem levar pro lado pessoal.
27. Receber um milhão de notificações vazias, avisando sobre coisas que nem nos interessam de verdade.
28. Vontade de apenas levar minha vida normalmente e sumir dos olhos do mundo fantasma.
29. Vontade de conhecer as pessoas de verdade e fazer novos amigos reais.
30. Vontade de ficar sem fazer nada apenas curtindo o momento e as sensações de viver o presente.



25/05/16

Como levar dinheiro para uma viagem

Olá pessoal, hoje vou contar um pouco da minha experiência em como trazer dinheiro em uma viagem, seja ela de longa duração ou não. Vi que a Thay já tinha mencionado sobre os problemas que tive com o Banco do Brasil em um dos vídeos lá do canal do blog e também em alguns posts por aqui, por isso resolvi fazer um post completo esclarecendo algumas dúvidas, porque sei que muitas pessoas ficam indecisas entre trazer o dinheiro vivo (numa doleira, ou algo assim) ou trazer em um cartão, principalmente pela questão da segurança.
 
Em minha primeira experiência levando uma quantia considerável de dinheiro para o exterior - quando fui para a Argentina, em meu primeiro intercâmbio - decidi  fazer um cartão pré-pago Visa TravelMoney na Confidence, que na época era personalizado para cada tipo de moeda, hoje em dia a Confidence não trabalha mais com Pesos Argentinos nem com cartões individuais, o cartão utilizado agora é um cartão multi moedas onde você pode carregar até seis diferente moedas, dentre elas Euro, Dólar e a Libra.

Os cartões pré-pagos funcionam da seguinte maneira: você pode fazer um em diversas lojas de câmbio, eles funcionam como um cartão de débito e você recarrega com a moeda do país que você irá viajar, em geral a compra do dinheiro no cartão pré-pago sai mais caro do que a compra da moeda em espécie, devido ao Imposto sobre Operações de Crédito (IOF) de 6,38% que esta embutido no valor do câmbio da moeda; por isso você deve sempre ponderar se vale a pena fazer um cartão pré-pago com uma maior segurança, ou comprar o dinheiro em espécie, com um IOF bem mais baixo variando de 0,38 até 1,10% - taxas do Banco do Brasil (BB) e Confidence, respectivamente.
 
 Fonte: Dreamstime

Outra modalidade de cartão pré-pago, diferente da qual as casas de câmbio geralmente oferecem, seria um cartão TravelMoney vinculado a uma conta corrente (vale a pena consultar a disponibilidade do mesmo com o seu banco). Na minha viagem de intercâmbio para Dublin, na Irlanda, fiz a escolha de trazer uma parte do dinheiro em espécie e uma parte em um cartão Visa TravelMoney do BB - hoje, se eu pudesse voltar atrás, não teria feito essa escolha e compraria todo o dinheiro em espécie, já que o dinheiro que trouxe sempre deixei em uma mala com cadeado e nunca tive problema durante a viagem (nos lugares, nas ruas, com os outros moradores das casas que passei). O valor do câmbio para a compra em espécie é mais caro do que no cartão, porém, com as taxa do IOF você acaba pagando mais caro no câmbio, além de ter que pagar R$ 60,00 a cada nova recarga - no fim das contas, sai muito caro ter o TravelMoney, mas a gente sempre pensa que está pagando um pouco a mais para ter uma segurança maior...
 

Um grande problema em comparação aos cartões sem vínculo com banco, é que com esse TravelMoney do BB somente o titular da conta corrente pode fazer a recarga, enquanto que nos demais cartões sem vínculo com conta corrente você pode deixar algumas pessoas autorizadas a realizarem recargas no Brasil - e geralmente os pais do titular do cartão tem permissão automática para realizar estas recargas, caso você queira eleger algum amigo ou outro familiar deve cadastrar essa pessoa no momento da confecção do cartão. O maior problema que passei com o TravelMoney do BB, foi ao realizar um saque aqui em Dublin: a quantia que tentei sacar era muita alta para os limites do caixa eletrônico e a transação não foi efetivada, porém ao checar o meu extrato a quantia havia sido descontada do cartão. A primeira coisa que tentei fazer foi ligar para a Central de Atendimento de pessoas no exterior, que segundo as informações do BB, aceitaria até ligação a cobrar - o que, de fato, não acontece - então, tive que pegar um telefone com crédito emprestado e ligar para o mesmo número, fiquei horas e ninguém conseguia resolver meu problema - sendo que os atendentes dessa linha internacional eram completamente despreparados e não sabiam nem o que era TravelMoney
 
Depois disso, tentei contato pelas redes sociais do banco, no Twitter e Facebook, além de abrir uma reclamação pelo Internet Bank e aí pareceu que finalmente eles iam começar a verificar o problema. Meu tio foi até minha agência no Brasil para ver se eles podiam resolver algo, e a única coisa que fizeram foi colocar a culpa no banco responsável pelo caixa eletrônico que tentei realizar o saque aqui na Irlanda, porém eles não tinham nada a ver com a história; ou seja, eles te vendem um produto mais caro, com a garantia de segurança, bom atendimento, suporte no exterior e blá blá blá... e quando você realmente precisa acionar alguém das centrais de atendimento eles são despreparados e super lerdos; graças a um conhecido da mãe da Thay que trabalha no BB, o problema foi resolvido de maneira mais rápida, e foi verificado que realmente o erro era do BB e foi me pedido as devidas desculpas e tudo mais - mas uma coisa é certa, nunca mais compro esse serviço novamente com eles.
 
 Fonte: Uol

Enfim, o post além de tentar informar um pouco foi um desabafo também. Cada caso é um caso, você deve avaliar o que será melhor para você ao levar dinheiro para uma viagem, com os devidos cuidados é possível, sim, levar grandes quantidade de dinheiro com segurança - doleiras, malas com cadeado etc. Avaliar as taxas de câmbio é sempre importante, além de pesquisar em diversas casas de câmbio, é bom analisar se na quantidade de dinheiro que você irá comprar vale a pena ou não a compra em um cartão pré-pago. Espero que tenham gostado do post e até a próxima.

22/05/16

TV Brilho de Aluguel: Diário de intercâmbio #5

Oi, gente! Tudo bem? Hoje, dia 22 de maio, estou completando dois meses de intercâmbio em Dublin, na Irlanda. Como vocês já devem saber, vim pra cá no finalzinho de março para estudar inglês. Gravei um vídeo mês passado, falando sobre o primeiro mês e resolvi prosseguir com o diário de intercâmbio, embora dê um super trabalho juntar todo esse material, eu gosto muito de relembrar as coisas e fazer o relato pra ter tudo registrado. Espero que vocês também gostem e sigam me acompanhando :)
Links mencionados no vídeo: Primeiro mês de intercâmbio / Visto de estudante em Dublin / Tour pela IKEA / St. Catherine's Park / Vlog de Malahide / Fotos e infos sobre Malahide / Sobre o Eddie Rocket's

 

E aí, o que acharam do meu segundo mês por aqui? Vem fazer a inscrição no canal para saber de tudo primeiro. Beijos! 

19/05/16

TV Brilho de Aluguel: 7 mitos que contam sobre a Irlanda e irlandeses

Oi, gente! Tudo bem? Vocês acreditam que nesse final de semana completo dois meses de intercâmbio? Pois é. Passa absurdamente rápido, é uma loucura. Esses dias fiquei pensando sobre as coisas que ouvi dizerem antes de vir pra cá, sobre a Irlanda e os irlandeses em geral (como foco em Dublin, claro), por isso achei que seria interessante gravar um vídeo falando sobre como algumas coisas acabaram se tornando "mito" e não foram compatíveis com a realidade (a minha realidade, no caso, tudo que menciono aqui é com base nas minhas experiências). Assiste e me conta se você já tinha ouvido falar alguma dessas coisas (e se concorda ou discorda, também):
 
Tô pensando em gravar um vídeo com curiosidades daqui também, mais voltado para as coisas que são verdades, o que vocês acham? Já comecei a montar uma listinha. Não se esqueçam de se inscrever no canal e dar like no vídeo, porque isso me ajuda muiiito a continuar gravando. Espero que vocês tenham gostado! Beijos.

17/05/16

Eddie Rocket's: Hambúrguer retrô em Dublin

Desde que chegamos em Dublin, comecei a reparar nos restaurantes do Eddie Rocket's, uma cadeia de fast food irlandesa com carinha de estadunidense. Eles tem essa pegada retrô bem forte e os ambientes são super legais, com preto, branco e vermelho predominando. Os atendentes usam um uniforme retrô e na decoração, vemos vários objetos vintage e bem humorados. Eles abriram o primeiro restaurante em 1989 e estão também localizados na Irlanda do Norte, Inglaterra, País de Gales, Espanha.
 
Apesar do restaurante ser irlandês, é tudo super USA: reparem na plaquinha "restroom" para banheiro (aqui e no Reino Unido, as pessoas usam toilet). O ambiente todo me lembrou um pouco umas partes do museu da WEG em Jaraguá do Sul, que fui em 2006 (exatos dez anos atrás!) e fiquei apaixonada porque na época eu estava completamente nessa vibe retrô - mas ainda assim tenho uma quedinha por esse estilo, principalmente pela influência da música.
 
Eu e o Fi já tínhamos namorado o cardápio algumas vezes, mas sempre achamos o preço um pouquinho salgado e deixávamos pra lá, mas no dia que tiramos o visto, decidimos ir ~comemorar~ e usamos essa desculpa para conhecer o restaurante. O sistema deles é diferente das redes tradicionais de fast food porque você tem que esperar um garçom te levar até uma mesa com o número de cadeiras que você precisa (igual restaurante) e eles te atendem e anotam o pedido.
 
O cardápio deles é bem bacana e eles tem umas opções bem atrativas de hambúrgueres (dá até pra pedir sem pão, pra eles servirem no prato, aí vem tipo uma saladinha com hambúrguer e uns molhinhos), mas o preço no menu é de cada hambúrguer sozinho e não de um combo (tudo que você quiser a mais, tem que pedir como extra), o que deixa a refeição deles mais cara que nas outras lanchonetes.  
 
Eles tem umas opções diferentes de milk shakes, o que me deixou muito tentada. Aí, meus amigos, foi que eu realizei um dos desejos da vida: sempre quis experimentar hambúrguer com milk shake no estilo que vemos nos filmes hollywoodianos, sabe? Ai, gente, eu sei que é a maior gordice do mundo, mas fui lá e pedi. E depois fiquei sabendo que o Filipe também tinha a mesma vontade de um dia fazer isso, então acabamos dividindo o milk shake
 
Fiquei em dúvida entre Nutella e Kinder Bueno, mas o segundo fez meu coração bater mais forte e pedi esse (acho que era algo em torno de €4.50). Além do copo normal, vem uma dose extra (quase o dobro do copo) - o que eu achei mágico. Vem muita coisa, gente. Tinha vários pedacinhos de Kinder Bueno, é bem saboroso. Eu e o fi pedimos o mesmo hambúrguer: o clássico da casa (saiu por €7.25 cada - o hambúrguer é muito gostoso e naquele estilo caseiro, mais suculento) + uma porção de batata frita para dividirmos (mais ou menos uns €4.25).
 
O restaurante que a gente foi fica no The Parnell Centre, 198-200 Parnell St, Dublin 1 e o telefone é +353 (01) 872 8076

Ok, preciso admitir, essa foi uma das refeições mais gordinhas que a gente fez por aqui (e mais caras também, deu mais ou menos €23.25, que dividido pra dois deu €11.62 pra cada), mas estávamos muito curiosos para experimentar. Acho que vale muito a pena, é bacana ir e conhecer, mas não é aquele lugar que dá pra ir sempre - tanto pelo valor quanto pelo estilo da comida. Espero que tenham gostado! Beijos.

15/05/16

TV Brilho de Aluguel: Visto de estudante em Dublin

YAY! A saga do visto finalmente terminou, gente. Eu e o Filipe finalmente tiramos o nosso visto na semana passada e agora estamos com tudo regularizado certinho para ficar aqui até final do ano. Eu tinha assistido vários vídeos antes de vir pra cá para tentar me informar sobre o visto, mas as regras mudaram recentemente, por isso achei interessante gravar e falar todos os passos pelos quais passei. Nem acredito que esse momento chegou, foi uma aflição gigante e o esquema todo é tão complicado que não desejo nem pras inimigas! Sério, que alívio. Ficou curioso pra saber como é o processo ou pretende fazer intercâmbio e vai precisar passar por isso? Senta que lá vem história:

Links mencionados no vídeo: Grupo Senhas da Imigração Dublin 

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E aí o que acharam do esquema de tirar o visto de estudante? Já passaram por alguma situação parecida ou ficaram com alguma dúvida em relação a isso? Comentem aqui e vamos falar mais sobre isso :) Se inscreve no canal do blog pra ficar sabendo de tudo primeiro. Beijos!

 
Brilho de Aluguel © 2010 - 2016 | By Thayse Stein